Governo do Amazonas superfaturam equipamentos em 300%, acusam deputados

Em carta aberta, parlamentares clamam por intervenção federal na Saúde do Estado

Treze dos 24 deputados da Assembleia Legislativa do Amazonas assinaram carta aberta à população e ao governo federal, por meio de três ministérios (Saúde, Defesa e Justiça) renovando a necessidade da intervenção federal na Saúde do Estado.

A carta aberta reforça que “há claros indícios de malversação do erário com a compra de equipamentos inadequados por valores 300% acima do mercado” sem justificativa.

A Assembléia já havia aprovado o pedido de intervenção federal na área de saúde, mas é necessário que o governo estadual concorde com isso. O presidente Jair Bolsonaro ofereceu a opção de intervenção, mas o governador Wilson Lima recusou.

Entre as recomendações estão a fiscalização das ações do governo do Amazonas no combate a pandemia e auditoria nos contratos e recursos aplicados.

“O que nos deixa com o sentimento de dever cumprido é que os motivos citados na manifestação dessas instituições são exatamente os mesmos apresentados no nosso pedido de intervenção federal aprovado pela Assembleia Legislativa do Amazonas e entregue ao presidente Jair Bolsonaro”, afirmam os deputados.

Apenas dez não assinaram o documento: além de Roberto Cidade, cujas  empresas têm contratos de quase R$28 milhões com o governo do Amazonas, omitiram-se os deputados Alessandra Campelo, Joana Darc, Roberto Cidade, Cabo Maciel, Augusto Ferraz, Álvaro Campelo, Carlinhos Bessa, Dr. Gomes e Saulo Vianna Therezinha Ruiz.

Oa treze parlamentares reforçaram recomendações dos Ministérios Públicos Federal (MPF), do Trabalho (MPT) e do Amazonas (MP-AM) feitas ao governo federal sobre fiscalizar as ações de atendimento à população acometida pelo novo coronavírus (Covid-19).


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