Operação da Polícia Federal prende ex-ministro da Educação e pastores

Operação da Polícia Federal prende ex-ministro da Educação e pastores
Milton Ribeiro é investigado por tráfico de influência no acesso a verbas do FNDE. Bolsonaro afirmou: "se a PF prendeu, tem um motivo"

Milton Ribeiro é investigado por tráfico de influência no acesso a verbas do FNDE. Bolsonaro afirmou: "se a PF prendeu, tem um motivo"

22/06/2022 8:45 | Atualizado 22/06/2022 9:37ACESSIBILIDADE:

Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação. Foto: Agência Brasil

 

Fonte: Tiago Vasconcelos

A Polícia Federal realiza, nesta quarta-feira (22), uma operação contra o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e pastores suspeitos de acesso privilegiado ao Ministério da Educação e à liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação(FNDE).

A PF prisão preventiva de Ribeiro, que vive em São Paulo, foi pedida pelo juiz federal substituto Renato Borelli, da Justiça Federal do Distrito Federal.

A operação foi batizada de “Acesso Pago” e, segundo a PF, é destinada a investigar a prática de tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos públicos do FNDE, vinculado ao Ministério da Educação.

“Com base em documentos, depoimentos e Relatório Final da Investigação Preliminar Sumária da Controladoria-Geral da União, reunidos em inquérito policial, foram identificados possíveis indícios de prática criminosa para a liberação das verbas públicas. As ordens judiciais foram emitidas pela 15ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal, após declínio de competência à Primeira Instância. A investigação corre sob sigilo”, informou a Polícia Federal.

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Reação

Em relação à prisão de Ribeiro, o presidente Jair Bolsonaro já disse nesta quarta-feira, à rádio mineira Itatiaia, que o “se a PF prendeu, tem um motivo”. “Ele que responda pelos atos deles”, disse Bolsonaro, que também afirmu que Ribeiro mantinha “conversa informal demais com pessoas de confiança dele” e que isso pode ter o prejudicado. O presidente disse também que a operação desta quarta-feira é sinal de que “a PF está trabalhando” em seu governo, sem interferência